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01/08/2026

rolê solo sexta a noite

ontem fui ao meu novo lugar favorito para comer: o mana poke.

poke de salmão é a minha escolha de sempre, e nunca experimentei com outra proteína. eu decidi que é minha comida favorita. sempre falei que batata frita é minha comida favorita, agora caiu para segundo lugar.

normalmente, gosto de montar o meu. por algum motivo, salmão estava indisponível no totem, então escolhi um poke pronto do cardápio que o tivesse. se chama "poke perfeito" e contém ingredientes que eu nunca tinha experimentado antes, por exemplo: shimeji. não me lembro de ter comido antes, mas achei gostoso. só senti falta de manga, eu sempre coloco.

eu gosto muito de sair para comer sozinha, não me sinto incomodada de não ter companhia nos lugares. fico encarando minha comida, imersa nos meus pensamentos, refletindo sobre o momento em que me encontro na vida. 

esse é o poke perfeito.
veio com molho tarê e também pedi um refri de limão siciliano e banoffee.

enquanto amassava o bowl acima, pensei que: atualmente, me sinto feliz comigo mesma. graças à terapia, estou encarando a vida com mais leveza. minha motivação sobre meus objetivos pessoais voltou, comparado a como estive me sentindo nas últimas semanas: um tanto desanimada, apenas existindo.

para mim, é um entretenimento ouvir a conversa dos outros. sentei perto de um casal, um homem e uma mulher. a mulher falava demais, e quando o homem respondia, mal dava para ouvir sua voz. fiquei formulando hipóteses sobre a vida do casal. depois eles foram embora.

no lugar deles, sentou outro casal. quer dizer, imaginei que fosse um casal. só olhei a mulher e a achei lindíssima pelas suas sobrancelhas cheias e o cabelo escuro brilhoso. não pude ver o homem, mas ouvindo sua voz, ele tem um jeito “açucarado”. ele a trata muito bem. estavam conversando sobre seus empregos. terminei de comer, devolvi a bandeja e saí. 

o restaurante fica próximo a um bosque que é uma das principais referências da minha cidade. olhei para as grades amarelas do bosque e fui pega pela nostalgia de repente. um dia elas já foram verdes. 


lembrei da minha infância e dos momentos malucos que vivenciei lá durante minha adolescência. 

quando eu era pequena, o escorregador de uns 4 metros (estou chutando o tamanho) parecia gigantesco e assustador. quem conseguisse subir eu declarava como uma pessoa corajosa. ele continua lá hoje em dia e parece tão bobinho. quando se é pequeno, tudo parece grande demais. eu achava o bosque tão extenso que ir de uma ponta a outra me cansava muito, mas cresci e já corri muitas voltas nele todo em um único dia.

quando eu era adolescente, me escondi no meio do mato com um menino para dar uns pegas nele. a cada barulho de folhas, eu ficava tensa. será que vinha chegando um guarda? ou se aproximava uma criança que ficaria traumatizada com a cena? não consegui aproveitar com esses pensamentos na cabeça e quis sair dali. ele não entendeu nada, pois fui eu que puxei ele pra lá. evitei essa memória durante um tempo, mas hoje acho engraçado.

mais ou menos nessa mesma época, matei aula e fui passar a tarde no bosque com minhas amigas. fomos embora a noite e nos deparamos com o portão fechado. tivemos que pular as grades que um dia já foram verdes e hoje são amarelas. rasguei minha calça nos joelhos, pareceu descolado e não que foi consequência de uma besteira.

comecei a vida adulta, me apaixonei em agosto de 2024 por uma garota que conheci no ensino médio. a gente ia se ver várias vezes nesse bosque. ela é a N de nostalgia do meu poema para todas as garotas que já amei, e cá entre nós, ela é a minha figura favorita desse texto. foi no bosque que eu levei "flores canábicas" para ela, a gente fumava e conversava sobre a vida. ela me contava sobre o desenvolvimento dela no terreiro e foi quando eu percebi que quem tem exu caveira de frente tem um olhar muito marcante. ela fala francês e eu perguntava como se dizia várias palavras no idioma (esqueci de todas e só aprendi mesmo a falar que não falo francês). ela queria ser comissária de bordo e a gente observava os aviões no céu de um ponto alto bem específico do bosque. acredita que eu tenho o hábito até hoje de subir lá sozinha pra fumar e observar os aviões?

enfim, são tantas memórias com tantas pessoas em um único local. só mencionei aqui o que passou na minha cabeça na hora, mas não conseguiria listar todas as lembranças que tenho de lá. sorri pensando nisso e subi a rua de volta ao meu ponto de ônibus. 


essa é uma rua calma com muitas casas bonitas. sempre que passo por ela, sinto desejo de abundância e me vem na cabeça o mantra sagrado dedicado à deusa lakshmi: om sri lakshmi namaha. saudações e reverências à grande deusa da fortuna e abundância. 

se você me perguntar o que é abundância para mim, eu diria isso: ter uma casa bonita, em um lugar tranquilo, perto de lugares bons para comer... mas na verdade, abundância é muito mais do que isso.

tinha um casal mais à minha frente, lá em cima. acredito que eles estavam no poke também e saíram minutos antes de mim. já é o terceiro casal que observei. eles pararam na calçada para tirar uma selfie. quando passei por eles, pensei que aparentam estar felizes, em uma fase doce do relacionamento. lembrei do meu amor.

me veio novamente as reflexões que tive sobre minha vida neste momento. eu e ele estamos juntos há uns 10 meses, e me dei conta que hoje, dia primeiro, fazemos cinco meses de namoro. gosto que ele me pediu em namoro no dia 1, pois todo começo de mês fico feliz por completar mais um mês ao lado dele.

antes dele, eu nunca pensei em me casar. sempre tive uns relacionamentos meio sem futuro em que eu não era tão apegada. sempre me visualizava mais feliz sozinha, e depois de um tempo eu enjoava da pessoa. mas hoje, eu penso com frequência nisso pra nós dois. 

na verdade, como casamento nunca foi algo na minha lista de desejos, ainda estou "praticando" a ideia de me casar um dia. de vez em quando, eu olho ideias de decorações no pinterest, mas não sei direito o que eu gostaria. só acho que precisa ter amarelo porque a gente usa muito o emoji de coração amarelo. enfim... vai levar alguns anos até isso acontecer. eu penso mais em termos nossa casinha ou um apê bonito, e que a “fase doce do relacionamento” seja o natural na nossa rotina. estou vivendo um amor muito saudável. 

no dia 8 de novembro de 2022, eu escrevi aqui: "devo dizer que minha vida vai indo bem. ela não está perfeita, mas um dia eu vou estar em uma faculdade boa, trabalhar com algo que eu gosto, ter minha casa com gatinhos e um relacionamento saudável com alguém. vou lembrar dos estresses na minha adolescência e do meu ensino médio e achar engraçado, ou que poderia ter sido melhor, ou só não ligar, porque meu presente vai estar sendo muito melhor. e espero estar certa."

gente, que lindo ler isso de mim mesma. eu manifestei, pois tenho tudo isso agora, e quero mais. esther de 18 anos, você estava certa, estamos achando engraçado as nossas vivências e sem arrependimentos do passado porque o presente está sendo muito bom.

eu continuo pensando principalmente em mim e em objetivos que eu já tinha antes de ter alguém. também não abro mão de ter momentos sozinha. sei que já disse isso, mas eu gosto muito de sair pra comer sozinha. não sei se prefiro isso ou sair pra beber sozinha (acho incrível que também tenho registros aqui de quando fiquei bêbada pela primeira vez, hoje eu sou uma cachaceira). ir ao cinema solo também é legal. 

gosto de fazer várias coisas sozinha, é legal quando você se acostuma com isso e a não depender de alguém pra se divertir. mas aprendi que também é muito gostoso dividir tudo isso a vida com alguém.

o retorno

olá! estou voltando a escrever aqui depois de quase três anos. 

estava relendo meus posts antigos e caramba... quanta coisa mudou. parece que eu mudei tanto, mas ainda sou a mesma. 

é engraçado relembrar de fases que já fazem tempo. aconteceu muita muita muita coisa. o que tenho aqui são principalmente registros do meu ensino médio. eu fui uma adolescente ansiosa, hoje sou uma mulher de 21 anos ansiosa (mas faço terapia).

eu falava tanto de vestibulares e preocupações com o amanhã, e consegui entrar em uma boa faculdade, estou cursando algo que gosto (publicidade e propaganda) e estou quase me formando. agora, estou em época de tcc, e consigo reconhecer a importância dessa escolha no meu caminho. vou me formar no meio do ano que vem.

meu último post aqui é um poema para uma garota que eu estava apaixonada. em 2023, ela me apresentou ao slam - competição de poesia falada -, por isso a dedicatória "à garota que me devolveu a capacidade de criar poesia". escrevi o poema vertigem de (a)mar pensando nela. não foi um romance duradouro e ela nem tava tão afim de mim, mas ainda somos amigas. 

hoje, eu namoro uma pessoa que conheci nesse slam. ele teve parte na formação do coletivo, e também faço parte da organização desse coletivo atualmente, criando o design dos flyers e as legendas dos posts. e claro que, também passei a escrever poesia com mais frequência, inclusive publico elas no medium. em breve, quero escrever sobre a nossa história, pois é algo que adoro contar e relembrar.

eu tenho muitas coisas para compartilhar aqui. no momento, estou reformulando o design do blog e reescrevendo minha autobiografia. considero aqui como meu espaço para ser livre com meus pensamentos. antes eu compartilhava ele com algumas pessoas, mas agora quero que ele seja "secreto" - entre aspas pois qualquer pessoa é bem vinda para ler se quiser. só que não quero promover ou levar tão a sério dessa vez, sabe? tenho outros espaços que eu levo a escrita bem a sério, como é o caso do slam, e também preciso escrever no trabalho. 

falando para mim mesma: bem vinda de volta :)

08/11/2022

o silêncio está prestes a se tornar som

fiquei quase sete meses sem dar as caras por aqui, e durante esse tempo eu fiquei com muita vontade de escrever algumas ideias que eu tive para o blog. 
minha rotina me impediu de fazer isso. só escrevi muitas redações e estudei muitos assuntos para os vestibulares, cheguei a ficar doente algumas vezes de tanto focar apenas em estudar. 

não desisti da escola integral mas o ano foi bastante complicado. ainda está sendo, pois não acabou, e eu ainda tenho muitos trabalhos para entregar antes de finalmente dar adeus ao ensino médio. 

eu conheci pessoas incríveis esse ano e tive muitos momentos bons com elas, mas o sentimento de solidão foi bem marcante ainda assim. 

no próximo domingo é a prova de linguagens e humanas do enem. vou tentar não surtar e dar o meu melhor na prova.

no dia 29 de outubro, completei 18 anos. coloquei dois piercings: na boca, o monroe (da amy winehouse) e no umbigo. o monroe foi o primeiro, ele doeu mais e a cicatrização é chata. a parte de dentro do piercing, que é plana, fica travando no dente de vez em quando. as vezes eu faço isso de propósito, não sei se faz mal. quando alguém me faz rir do nada, o piercing dói muito. 

o do umbigo, por enquanto, até esqueço que existe. estou achando tranquilo porque uso camisetas largas em boa parte do tempo, e me sinto uma grande gostosa quando uso cropped. esse eu não mostrei pra minha mãe porque ela acha vulgar. ela detestou o da boca e disse que eu não preciso disso pra ficar bonita, e eu sei disso, mas eu quis colocar porque eu acho bonito. é sobre me sentir mais linda.

uma foto ilustrativa kkkkkk
minha mãe quase me engoliu por causa do piercing e minha reação foi :D

por último, devo dizer que minha vida vai indo bem. 

ela não está perfeita, mas um dia eu vou estar em uma faculdade boa, trabalhar com algo que eu gosto, ter minha casa com gatinhos e um relacionamento saudável com alguém. 

vou lembrar dos estresses na minha adolescência e do meu ensino médio e achar engraçado, ou que poderia ter sido melhor, ou só não ligar, porque meu presente vai estar sendo muito melhor. e espero estar certa.

12/04/2022

vamos beber?

infelizmente não escrevi aqui em março, mas foi um mês bom.


as águas de março fechando o verão. 
esse dia choveu muito e foi um absoluto inferno para os usuários de transporte público. 
talvez todos os dias sejam um absoluto inferno para nós paulistas mas quando chove tudo fica mil vezes pior.


eu nos brinquedos do shopping, estava cantando motomami da rosalía


fui no boliche com meus amigos e em algum momento saiu essa foto aí

eu já não me lembro tão bem de fevereiro. quer dizer, não sei avaliar se foi um mês bom no geral, só sei que março foi bem melhor. 

tive dias bons em fevereiro também. vi minhas amigas distantes pela segunda vez no ano. eu costumava ir na biblioteca da escola no intervalo e lia nos 20 minutos que eu tinha, mas desisti de dedicar esse tempo à leitura pra passar mais tempo com meus amigos. 

li cinco contos da clarice lispector: uma tarde plena, o grande passeio, o primeiro beijo, a fuga e feliz aniversário. a fuga é meu conto favorito desses. 

"porque seu marido tinha uma propriedade singular: bastava sua presença para que os menores movimentos de seu pensamento ficassem tolhidos. a princípio, isso Ihe trouxera certa tranqüilidade, pois costumava cansar-se pensando em coisas inúteis, apesar de divertidas."

e também teve o dia que fiquei acidentalmente bêbada pela primeira vez. experimentei uma bebida muito forte com gosto de acetona. não entrarei em muitos detalhes e não me arrependo porque dei muita risada (e fiz muita besteira também). entendi porque o brasileiro bebe tanto já que não há outra forma de sorrir tão sinceramente. 

então, em março eu comecei a sair com mais frequência pra beber. na minha segunda vez embriagada e primeira vez intencional, minha amiga gravou um vídeo de 25 minutos no meu celular, e cada um desses minutos registrados simplesmente me humilhou. 

eu falo coisas impossíveis de decifrar, falo alto demais e beijei toda desengonçada. mas pelo menos descobri que sei beijar bonito, não há nada mais tenebroso do que esses beijos feios que a galera fica postando na internet.

inclusive, beijar é realmente bom, principalmente beijar mulher. eu odiava beijar porque achava muito invasivo. agora que perdi o medo de flertar e tomar atitude acho que nunca mais vou sossegar. 

me sinto uma adolescente insuportável escrevendo tudo isso (eu sei que sou) mas eu estou feliz, comecei a fazer as minhas vontades sem medo. tentando ir com cautela. 

achei que ia lembrar da minha adolescência com bastante ódio já que minha família é muito conservadora, mas estou vivendo uma fase muito boa da minha vida e é meu último ano pra viver isso, não tenho nada melhor pra fazer além de aproveitar (tenho sim, estudar pro enem).

sinto que a cada dia estou me tornando uma pessoa melhor. melhor comigo mesma, pelo menos, e é o mais importante. 

eu acho que só preciso parar de ser confusa em relação aos meus sentimentos com as pessoas. o vinicius me disse que todas as pessoas com vênus em libra são bissexuais porque... libra... indecisos... sabe... (se você for bissexual com libra no mapa, não fique ofendido, temos local de fala)